EBITDA ajustado da EDP Brasil cresce 14% no terceiro trimestre

31/10/2017
Resultado reflete desempenho equilibrado da Companhia, com destaque para as áreas de distribuição e comercialização de energia
A EDP Brasil, empresa que atua em todos os segmentos da cadeia elétrica, registrou Lucro Líquido Ajustado de R$ 129,2 milhões no terceiro trimestre de 2017, valor 2,4% superior ao registrado no mesmo período do ano passado. O EBITDA (lucro antes de taxas, impostos, depreciação e amortização) Ajustado da Companhia somou R$ 535,1 milhões entre julho e setembro, valor 14,3% superior aos mesmos meses de 2016.


Os resultados apresentados descontam efeitos não recorrentes que elevaram a base de comparação do ano anterior, e comprovam o crescimento consistente das operações da Empresa. Foram excluídos da soma os montantes referentes à venda da Pantanal Energética e a contabilização do seguro da Usina Termelétrica de Pecém, ocorridas no ano de 2016; e ao ressarcimento do encargo hídrico no Ceará, e atualização do ativo financeiro indenizável da EDP Espírito Santo, que aconteceram em 2017.


"Encerramos este trimestre com resultados sólidos, apresentando melhorias consistentes do desempenho operacional, bem como do desempenho econômico-financeiro. De uma forma transversal, todas as unidades de negócio apresentaram bons números, com destaque para a Comercialização e Gestão de Energética que registrou resultados record", avalia o presidente da EDP Brasil, Miguel Setas.


Nos primeiros nove meses do ano, o EBITDA Ajustado da Companhia totalizou R$1,571 bilhão, alta de 16,9% em relação ao mesmo período de 2016. O Lucro Líquido Ajustado chegou a R$ 381,5 milhões, 45,8% a mais do que no ano passado.


Em 2017, a EDP deu continuidade também a sua trajetória de controle de custos e manutenção dos gastos gerenciáveis abaixo dos níveis de inflação. O balanço anual da Companhia apresentou um pequeno aumento de 0,2% dos gastos com Pessoal, Material, Provisões e Outros (PMSO), bem abaixo do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) e dos reajustes salariais.

 

Risco Hidrológico

O trimestre foi marcado por um cenário hidrológico adverso, com o GSF (Generation Scalling Factor) em níveis de 60% e o PLD ao preço teto, em grande parte do período. A EDP geriu de forma ativa seu portfólio, tendo aumentado sua posição de hedge para 184 megawatts médios (18%), o que juntamente com a repactuação do GSF permitiu mitigar a perda de margem em R$ 278 milhões.


Adicionalmente, a UTE Pecém comprou 50 megawatts para hedge do ressarcimento, por disponibilidade, o que permitiu um ganho adicional de R$ 29  milhões de reais.

 

Compromisso com a execução

A capacidade de execução de projetos da EDP Brasil mais uma vez se comprova com três importantes marcos alcançados no período.


No terceiro trimestre, as obras da UHE São Manoel chegaram em seu estágio final, com a emissão da Licença de Operação da usina e o início dos testes com as unidades geradoras 01 e 02. A obra alcançou 97,2% de evolução física e foi iniciado o enchimento do reservatório. A empresa estima a antecipação do seu cronograma final e a entrada em operação deve ocorrer ainda este ano.


A Companhia garantiu ainda o bom andamento do cronograma de construção de sua primeira Linha de Transmissão, localizada no Espírito Santo. A Empresa deu continuidade ao processo de licenciamento ambiental e aguarda a obtenção da Licença de Instalação nos próximos meses. Ao todo, foram investidos, até o momento, R$ 6,3 milhões na aquisição do terreno e em estudos ambientais.


Já a UTE Pecém atingiu a disponibilidade média de 91% no acumulado do ano, mesmo realizando duas paradas programadas de manutenção, superando o volume requerido em leilão. Ao longo do trimestre, também foi realizada a primeira fase - de um total de três - do plano de manutenção da correia transportadora de carvão, que tem como objetivo reduzir o custo com a movimentação do insumo por caminhões e diminuir o tempo gasto com o descarregamento dos navios de carvão.

 

Investimentos em Distribuição

A EDP Brasil manteve o seu compromisso com o investimento nas áreas de Distribuição, e investiu R$ 413 milhões em melhorias nas redes, volume 19,3% maior do que o registrado em 2016. A maior parte dos recursos foi destinada à instalação de sistemas de medição e expansão das linhas, além da construção e modernização de subestações e infraestrutura de distribuição para a ligação de novos clientes.


O volume de energia distribuída pela Companhia no terceiro trimestre cresceu 2,3% na comparação com o ano passado. Destaque para os resultados da EDP São Paulo, que apresentaram aumento de 4,4%, decorrente de um crescimento do segmento industrial, invertendo a tendência de queda verificada no ano passado decorrente da crise econômica. Além disso, as perdas apresentadas pelas distribuidoras foram reduzidas em relação ao final de 2016, em um total de 0,16 ponto porcentual na EDP SP e de 0,79 ponto porcentual na EDP ES.

 

PDD - Provisão para devedores duvidosos e inadimplência

Neste trimestre, a Companhia registrou uma redução de R$21 milhões em sua PDD, em relação ao mesmo período do ano anterior, fruto de um trabalho intenso de combate, além das ações de renegociação de consumidores inadimplentes (Feirões), visando a recuperação de clientes e evitando possíveis perdas.

 

A era da Digitalização

A Companhia trouxe reforços também a um de seus principais projetos na área de TI: a implementação da automação e robotização de processos administrativos, promovendo ganhos de eficiência e de qualidade para a operação.


Os sistemas digitais estão hoje funcionando por toda a empresa executando o preenchimento, nomeadamente, de guias tributárias, conciliação bancária e recebimento de notas fiscais. Ao final do trimestre, a Companhia contava com 15 processos robotizados e a estimativa é de que mais 23 sejam implementados até o fim do ano.​

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