Tipos de fornecimento

O faturamento do cliente do Grupo A é baseado na aplicação de uma tarifação binômia, composta de duas grandezas: CONSUMO (kWh) e DEMANDA (kW).

O grupo A é subdividido em vários subgrupos, distinguido pelo nível de tensão de fornecimento, apresentando cada um desses, valores definidos de tarifa. 
 
SUBGRUPO TENSÃO DE FORNECIMENTO 
   
A1 230 kV ou mais
A2 88 kV a 138 kV
A3 69 kV *
A3a 30 a 44 kV
A4 2,3 a 25 kV
 
Para o Grupo A, existem dois modelos de tarifação, denominado de CONVENCIONAL e HORO-SAZONAL.
 
Enquadramento:
 
Os clientes supridos em tensão inferior a 69 kV (tensão de distribuição primária), com demanda inferior a 300kW, poderão, opcionalmente, ser enquadrados na Tarifa Convencional, HORO-SAZONAL Azul ou Verde.
 
Os clientes supridos em tensão inferior a 69kV (tensão de distribuição primária), com demanda superior a 300kW, serão enquadrados na Tarifa HORO-SAZONAL Azul ou Verde.

Os clientes supridos em tensão igual ou superior a 69 kV, independentemente do valor de demanda, serão enquadrados na Tarifa HORO-SAZONAL Azul.

* As alterações de opção tarifária, de Verde para Azul ou vice-versa, ou optar pelo retorno à estrutura convencional, serão atendidas desde que a opção anterior tenha sido feita a mais de 12 meses consecutivos e completos de faturamento.​

Cliente convencional

O Cliente em Alta Tensão denominado Convencional é atendido em tensão superior ou igual a 2300 V, com demanda contratada inferior a 300 kW. Sua tarifa de demanda e de energia consumida não se alteram em função do horário do dia ou meses do ano. 
Consumo (R$/kWh): fatura-se o valor total da energia consumida no período de leitura (aproximadamente 30 dias).


1) Demanda Contratada: demanda de potência ativa, a ser fixada no contrato de fornecimento e que deverá ser integralmente paga, seja ou não utilizada durante o período de faturamento, expressa em kW.

2) Demanda Registrada: máximo valor de demanda, integralizado de 15 minutos, durante o período de faturamento. A parcela medida desta demanda que excede o valor contratual, será aplicada a multa por ultrapassagem, observando-se limites de tolerância estabelecidos pela legislação vigente: 


- 10% (dez por cento) para unidade consumidora atendida em tensão de fornecimento inferior a 69 kV.


Atendimento a Clientes em Alta Tensão Convencional:

 

 

  • Tel: (11) 2185-5172
  • E-mail: abud@bandeirante.com.br ou eandriaca@bandeirante.com.br​

 

Cliente horo sazonal

 


Os períodos de chuva e seca interferem diretamente na geração de energia das usinas hidrelétricas brasileiras, acumulando maior potencial energético nas fases úmidas, para garantir a produção também nos meses de seca.
Durante o dia, também se observam horários de maior ou menor utilização de equipamentos, afetando diretamente a demanda e o consumo de energia elétrica.

A fim de estimular o uso de energia nos períodos mais favoráveis ao sistema elétrico nacional, otimizando a geração e o consumo, foi criada a estrutura tarifária horo-sazonal.

Contratos e tarifas diferenciadas:

Os contratos de fornecimento nessa modalidade apresentam diferentes valores para a demanda e a energia consumida nos segmentos horários considerados de ponta ou fora de ponta. Também ao longo do ano, são diferenciadas as tarifas de energia nos períodos seco (maio a novembro) e úmido (dezembro a abril).

O preço do fornecimento de energia será diferenciado em função do horário e do período do ano de utilização.
 
•Horário de Ponta (P) - composto por 3 horas consecutivas definidas pelo Concessionário de acordo com as características do seu sistema elétrico. O horário de Ponta estabelecido é das 17h30 às 20h30.
•Horário Fora de Ponta (FP) - composto pelas 21 horas diárias complementares ao horário de Ponta. Sábados e domingos são considerados horários Fora de Ponta.
•Período Úmido (U) - período de 5 meses consecutivos - Dezembro de um ano a Abril do ano seguinte
•Período Seco (S) - período de 7 meses consecutivos - Maio a Novembro.
•Período de medição de Energia Reativa Indutiva (I) - intervalo compreendido das 6h00 às 24h00 horas.
•Período de medição de Energia Reativa Capacitiva (C) - intervalo compreendido das 24h00 às 6h00 horas.

Valores contratuais e de faturamento:

A estrutura tarifária HORO-SAZONAL, comumente chamada de THS, é composta de 2 modelos tarifários denominados de TARIFA AZUL e TARIFA VERDE.
 

 


 
THIS
CONSUMO - kWh​ ​DEMANDA - kW

​Período ÚMIDO ou SECO
TARIFA VERDE

​Tarifa horário de ponta
Tarifa horário de fora de ponta
Tarifa horário reservado – Irrigante
​Tarifa única
TARIFA AZUL
​Tarifa horário de ponta
Tarifa horário de fora de ponta
Tarifa horário reservado – Irrigante

 
​Tarifa horário de ponta
Tarifa horário de fora de ponta
  
 
No sistema THS Azul ou Verde, quando num dado faturamento ocorrer registro de demanda superior ao contratado, aplica-se a Tarifa de Ultrapassagem à parcela de demanda que ultrapassar o valor contratado, observado o nível de tolerância estabelecido pela legislação pertinente.

 


Tolerância de Ultrapassagem:
 
•5% para unidades consumidoras dos subgrupos A1, A2, e A3;
•5% para unidades consumidoras dos subgrupos A3a e A4.​

 

Ambiente de contratação livre

 


Livre e Potencialmente Livres são consumidores que podem optar pela compra de energia elétrica junto a qualquer fornecedor, conforme legislação e regulamentos específicos.

Pela Lei 9074 de julho de 1995 ficou estipulado que, a partir de julho de 1998, todos os consumidores de energia com demanda superior a 10MW e tensão A2 maior que 69KV poderiam se tornar livres, mantendo os pré-requisitos dos contratos bilaterais vigentes.
Desde julho do ano 2000, as regras do mercado livre passaram a valer também para consumidores com demanda superior a 3MW, respeitando-se também a vigência dos contratos preexistentes.
As novas empresas consumidoras formadas após a promulgação da lei e ligadas em alta tensão com demanda superior a 3 MW já nascem como clientes livres.
O preço da energia cobrado do consumidor final é resultado não apenas do valor do mercado atacadista de energia elétrica, mas também do custo de transmissão, ou seja, a tarifa paga pelo uso da rede básica de transmissão e o custo das conexões entre a empresa produtora e a rede básica, e desta com a rede local da empresa consumidora. A tarifa de uso da rede básica é estabelecida pela ANEEL, com base nos custos de investimentos no sistema de transmissão e na localização dos pontos de produção e consumo de energia.


Livres


Conforme o Decreto nº 5.163 do Ministério de Minas e Energia, consumidor livre é aquele que, atendido em qualquer tensão, tenha exercido a opção de compra de energia, conforme as condições previstas nos arts. 15 e 16 da Lei nº 9.074, de 7 de julho de 1995.
 
•USO (Transporte da Energia) – Atendido pela Concessionária Local
•ENERGIA – Atendido por uma Comercializadora


Potencialmente Livres


São aqueles que, a despeito de cumprirem as condições previstas no art. 15 da Lei nº 9.074, de 7 de julho de 1995, são atendidos de forma regulada.
 
•USO (Transporte da Energia) – Atendido pela Concessionária Local
•ENERGIA – Atendido pela Concessionária Local

A Energias do Brasil adotou uma estratégia de pioneirismo e decidiu montar uma subsidiária própria, a Enertrade, com mandato para gerenciar a exposição aos riscos de mercado para as empresas do Grupo e também para atuar com confiabilidade e competência no mercado.

Atendimento a Clientes Livres e Potencialmente Livres

 
•Tel: (11) 2185-5172
 

Auto produtor e produtor independente

 

Concessionário ou agente autorizado pela Aneel que gera energia para consumo próprio. Essa energia pode substituir ou complementar o volume adquirido da distribuidora.
Produtor Independente de Energia
PIE (Independent Power Producer): entidade geradora de energia não concessionária, que geralmente vende a energia gerada para concessionárias a preços de atacado.
Atendimento a Auto-Produtores e Produtores Independentes